Crianças em tratamento no Hospital Metropolitano participam de Pet Terapia

A atividade tem como objetivo oferecer um ambiente de descontração e minimizar sentimentos negativos durante o período de internação

Crianças em tratamento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, receberam, na manhã desta terça-feira (2), a visita especial do cão Alecrim. O animal é treinado para visitar instituições de saúde do Estado e compareceu na unidade para alegrar os pequenos e seus acompanhantes.

Atendendo a comandos como, por exemplo, “deita”, “senta” e “dá a patinha”, o animal faz de tudo para ganhar o petisco escondido entre as pequenas mãos das crianças, que aproveitaram o momento para brincar, abraçar o animal e, o mais importante, ameninar os traumas sofridos em acidentes.

“Com esse novo formato de terapia, a ideia é tirar essas crianças e seus acompanhantes do ambiente da internação que, muitas vezes, conta com tratamentos prolongados. Além disso, usar esse elemento terapêutico para diminuir sentimentos como medo, ansiedade e até quadros depressivos”, enfatiza a coordenadora do Escritório de Experiência do Paciente, Roberta Kelly.

No ambulatório do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), mais de dez crianças participaram do Projeto. Entre eles, o pequeno Gabriel Pereira, de oito anos. Há um mês internado para o tratamento de uma queimadura, o menino conta que se sentiu feliz com a visita da mascote terapeuta.

“Fiquei muito alegre. Ele me abraçou e eu abracei ele. Queria levar para a minha casa”, comenta o pequeno.

Para a mãe de Gabriel, Ouvidia de Sousa Pereira, 27, que acompanha o menino durante o tratamento, a atividade veio como um alívio para amenizar o estresse. “O período de internação a gente sabe que não é fácil, mas eu estou extremamente feliz em viver esse momento aqui. Teremos história para contar lá em casa quando retornarmos”, afirma.

O cão Alecrim é uma mistura das raças _golden retriever_ com _border collie_ e atua no Batalhão de Ação com Cães (BAC), da Polícia Militar do Pará. Desde os primeiros meses de vida, é treinado para essas interações e, hoje, com pouco mais de um ano, se relaciona com crianças e idosos em hospitais.

“Aliviar a rotina delicada do período de internação e proporcionar melhores experiências para crianças e seus acompanhantes, tornando o tratamento mais ameno, receptivo e humanizado, é o nosso papel dentro do Hospital Metropolitano”, comenta a diretora Assistencial do HMUE, Josieli Ledi.

Criado pelo Governo do Estado e gerenciado pela Pró-Saúde, o Hospital Metropolitano é referência no tratamento de traumas de diversas complexidades por meio do Sistema Único de Saúde. Dentro da unidade, diversas atividades são realizadas para oportunizar um processo de internação mais ameno, como, por exemplo, o projeto de gameterapia, plantio de mudas de plantas e árvores e musicoterapia.