Em ano de pandemia, Metropolitano conquista reconhecimento de qualidade e supera 178 mil atendimentos

Com o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, após a confirmação do primeiro caso da doença no Estado de São Paulo, em fevereiro de 2020, os serviços de saúde já se preparavam para enfrentar os riscos de uma propagação do vírus em solo nacional.

No Pará, diante do cenário ainda imprevisível da doença à época, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, iniciou o treinamento dos colaboradores para novos protocolos assistenciais e de segurança.

Entre as estratégias, medidas preventivas foram implantadas, desde a portaria até as unidades de enfermaria e internação, com reforço de protocolos internos, otimização de leitos e aquisição de EPIs (Equipamentos de proteção Individual).

“Uma nova realidade e de proporção global exigiu uma percepção estratégica e rápida para promover a integralidade dos nossos serviços, sem prejuízos a assistência”, explica a diretora Hospitalar do HMUE, Alba Muniz.

Alta da dona Augusta, após se recuperar da Covid no HMUE. Foto: comunicação / Pró-Saúde.

O hospital é gerenciado pela Pró-Saúde, por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).

A instituição filantrópica, fundada em 1967, desenvolve padrões de qualidade e soluções na gestão adequada de serviços em saúde, adaptados à realidade de cada região do País.

No ano da pandemia, mais de 178 mil atendimentos

Durante 74 dias, o HMUE foi uma das unidades de referência para o tratamento de pacientes com o novo coronavírus. O Metropolitano é uma unidade mantida pelo Governo do Pará, o objetivo era auxiliar o Sistema Único de Saúde (SUS) na Região Metropolitana de Belém.

Foram criados 20 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) que possibilitaram 184 atendimentos com auxílio de quase 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros.

Além do combate à pandemia, o HMUE manteve o atendimento dos casos de média e alta complexidades envolvendo traumas e queimados. Em todo o ano de 2020, o HMUE prestou mais de 178.066 mil atendimentos nas áreas de traumatologia, cirurgias, neurocirurgia e pediatria.

Com o único centro de tratamento às vítimas de queimaduras em toda região Norte, no ano passado o HMUE recebeu 329 pacientes com queimaduras diversas.

Seu Agostinho após tratamento no CTQ. Foto: Comunicação / Pró-Saúde.

Reconhecimento nacional de qualidade

Mesmo com os desafios da pandemia, o Hospital Metropolitano conquistou importante certificação de qualidade para os serviços de saúde do país.

Concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), a certificação Acreditado Pleno (ONA 2) atesta que o Metropolitano atende aos padrões internacionais de qualidade e segurança assistencial dedicados aos pacientes.

Emoção durante a conquistar da ONA 2. Foto: Comunicação / Pró-Saúde.

“A acreditação valida os processos instituídos em uma unidade hospitalar, garantindo sua qualidade e segurança. O reconhecimento técnico consolida a posição estratégica do Metropolitano entre os 18 hospitais públicos mais importantes do Brasil”, ressalta o diretor Operacional da Pró-Saúde no Pará, Rogério Kuntz.

Além da certificação ONA, a unidade também possui o selo Green Kitchen, que atesta práticas de qualidade na gestão da alimentação hospitalar oferecida aos pacientes.

Também em 2020, o HMUE passou a ser signatário do Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas), que reconhece a prática de princípios internacionais nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

Trabalho sustentável é reconhecido pela ONU. Foto: Comunicação / Pró-Saúde.

O hospital ainda conquistou o prêmio “Amigo do Meio Ambiente” (AMA), após reduzir quase 44% o número de resíduos infectantes na unidade e conseguir uma economia estimada em 71 mil reais por ano com a iniciativa.

Homenagem aos profissionais

De acordo com a diretora Hospitalar do HMUE, as conquistas obtidas pela unidade fazem parte do esforço profissional de cada colaborador, que merecem o reconhecimento pelo seu comprometimento e lutas diante da pandemia.

“A nossa missão foi de enfretamento ao coronavírus, mas perdemos também amigos de trabalho para à doença. Tudo o que conseguimos até aqui, dedicamos ao Junot, Octávio e Zelita”, destacou Alba Muniz, lembrando dos profissionais do hospital que foram vítimas do novo coronavírus.