Posto Médico do Hospital Metropolitano atendeu 226 romeiros de 20 municípios na BR-316

Durante o início das procissões nazarenas de 2019, nesta sexta-feira (11), promesseiros devotos de Nossa Senhora de Nazaré, que caminhavam às margens da BR-316, receberam cuidados multiprofissionais no posto de atendimento médico montado pelo Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em frente à unidade, em Ananindeua. Ao todo, foram realizados 226 atendimentos para romeiros procedentes de 20 municípios do Estado.

O serviço abriu as ações de atendimentos aos romeiros realizados pelo HMUE, unidade do Governo do Pará, gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, que terão continuidade, neste sábado (12), durante a romaria fluvial e no domingo, no Círio de Nazaré.

“Foi aqui que tudo começou”, recordou a professora Edicelma Cabral olhando emocionada para o prédio do HMUE. Em 2014, o irmão dela, Jonilson Cabral, ficou internado após um acidente de moto e correu o risco de ficar paraplégico. “Se ele se recuperar eu vou andar de Baião até Belém”, ela prometeu à Virgem de Nazaré, na época. O desejo se concretizou e, pela terceira vez, ela percorre o trajeto de mais de 300 quilômetros em nome da promessa.

Após atendimento no HMUE, irmã arrasta grupo de 50 promesseiros

A história comoveu tanta gente que cativou apoiadores. Hoje, o grupo Promesseiros de Baião tem quase cinquenta pessoas que caminham há oito dias em nome da fé. Ao longo da jornada, recebem acolhimento dos próprios conterrâneos, que levam suprimentos na estrada, e das comunidades que disponibilizam barracões para eles descansarem. Além disso receberam apoio para montar uma estrutura para seguir na estrada e na travessia de balsas.

Erivane do Carmo Tavares, promesseira do município de Cametá, se juntou ao grupo ao ver uma oportunidade para ter forças de cumprir o voto feito para ser chamada em um concurso público. Ela estava acompanhada do marido, Arodinaldo Gaia (Professor Arogas), que usava um chapéu com uma pequena berlinda confeccionada há dois anos. “Usamos absorvente higiênico na palma dos pés para diminuir o atrito”, contou.

Atendimento

No posto do Hospital Metropolitano eles receberam curativos, além de verificação de pressão arterial, glicemia e avaliação de lesões nos membros inferiores. Em alguns casos, as equipes – formada por profissionais e residentes da área da saúde – também aplicaram medicamentos, massagens, além de fornecer água e lanches para que os romeiros concluíssem com êxito a caminhada.

De acordo com Leonardo Costa, coordenador do Departamento de Ensino e Pesquisa do HMUE, a ação iniciou há sete anos para auxiliar no atendimento aos romeiros. “Os promesseiros procuravam o hospital para receber atendimento. O posto é uma forma de não superlotar nossa unidade e atender situações de menor complexidade, que não são perfil do hospital, especializado em casos graves de traumas e queimados”, explicou Leonardo.

Durante a ação, apenas uma romeira foi encaminhada ao pronto-atendimento do hospital em decorrência de complicações causadas por alergia à poeira. Clea Barreto saiu de Mosqueiro na tarde de ontem (10) e começou a sentir inchaço na madrugada. “Fiz a medicação e já estou bem melhor. O atendimento foi maravilhoso, vai dar para continuar agora”, afirmou.

Pai e filha

A fisioterapeuta e residente do HMUE, Letícia Pereira, fez um atendimento especial. O pai, Dario Pereira também era um dos promesseiros que vinha caminhando de Marituba. “É legal ver que ele está cumprindo a promessa e poder ajudar que ele termine. É o segundo ano que estou aqui, faço questão de também fazer a minha parte”, declarou.

**Romarias** – Neste sábado (12), equipes do Metropolitano estarão em uma Balsa de Atendimento Especializado, em parceria com o Exército Brasileiro e a Cruz Vermelha, montada na estrutura de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com todo o aparato tecnológico de ventiladores mecânicos, desfibriladores e monitores; além de médicos com drenos e materiais para intubação disponíveis para dar suporte ao evento. No ano passado, foi registrado um acidente náutico, que ocasionou o atendimento de oito pessoas, sem vítimas fatais.

No domingo (13), ocorre a maior e mais importante romaria, que reúne mais de dois milhões de pessoas. As equipes do Hospital Metropolitano estarão no Posto de Atendimento da Avenida Presidente Vargas, no bairro Campina, também em parceria com a Cruz Vermelha, para realizar os primeiros-socorros em casos de possíveis desmaios, luxações e cortes. Em 2018, foram realizados 25 atendimentos no local.

Sobre o HMUE

Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (PA), dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusiva para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, de diferentes municípios do Pará e também de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.