Forte calor faz equipe do Hospital Metropolitano atender 18 durante o Desfile da Pátria

Médicos, residentes e colaboradores do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) atenderam 18 pessoas durante o desfile cívico-militar em alusão ao dia da Independência do Brasil, comemorado hoje, 7 de setembro, na avenida Presidente Vargas, em Belém. O calor de mais de 30°, associado ao jejum e histórico de saúde dos pacientes estão entre as causas.

Profissionais do Metropolitano atuaram em um posto avançado de serviços, em parceria com a Cruz Vermelha e as Forças Armadas, para o atendimento básico e complexo de pessoas que precisaram de socorro durante o evento.

“É a primeira vez que o Metropolitano participa ativamente do desfile a convite das Forças Armadas. É um desdobramento do trabalho que já realizamos no Círio, também em parceria com a Cruz Vermelha. Nossa atuação foi com a disponibilização de equipamentos e mão-de-obra especializada”, explicou Leonardo Costa, coordenador do Departamento de Ensino e Pesquisa do HMUE. Além dos primeiros socorros, os pacientes também dispunham de medicação, sobretudo para controle da pressão arterial, que eram prescritos ali mesmo na Praça da República. Alguns casos necessitaram também de hidratação por via venosa.

Equipado com leito de Unidade de Terapia Intensiva, o posto foi montado em frente ao Theatro da Paz, próximo a uma área com ambulâncias, com rota de fuga especialmente planejada para facilitar o deslocamento de pacientes para as unidades de pronto-atendimento. De acordo com o coordenador de Saúde da comissão do evento, Major Ulisses, da Força Aérea Brasileira, além do Metropolitano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a Cruz Vermelha e Defesa Civil estiveram integrados. “Os militares estão bem fisicamente, então a nossa preocupação maior foi com a população civil. Nossa avaliação é muito boa, com intercorrências dentro do esperado, nada com maior gravidade”, ponderou o Major.

A doméstica Francisca da Silva saiu de casa cedo para levar as sobrinhas para o evento. Ela estava com um machucado no pé e precisou de atendimento. No posto, ela passou por avaliação e recebeu curativo. Os profissionais identificaram um inchaço, verificaram também a pressão arterial e a glicemia, que poderiam estar dificultando a cicatrização. Depois de receber orientações para continuar o tratamento, ela seguiu para assistir o encerramento do desfile. “Eu pensei que não ia ter dificuldade para andar, fiquei feliz com o atendimento, eles se dedicam ao próximo”, avaliou Francisca.

Além dela, outras 17 ocorrências chegavam em macas carregadas pelos voluntários da Cruz Vermelha. Os principais sintomas eram compatíveis com pique hipertensivo, hipotensão, hiperglicemia e desmaios. As causas estão relacionadas ao histórico clínico dos pacientes associado ao calor típico de Belém e à alimentação inadequada, principalmente o jejum. Mesmo assim, o posto estava equipado para casos mais graves, permitindo a realização de procedimentos cirúrgicos, intubação e remoção, em caso de necessidade.

Para o presidente da Cruz Vermelha no Pará, Jair Bezerra, a integração com o HMUE é frutífera e vem há anos se refletindo em campanhas e ações realizadas em parceria. “O Metropolitano faz parte de uma rede de hospitais. A atuação hoje mostra a excelência dele na prestação do serviço e a nossa como força auxiliar do poder público, presente em 192 países. Todos trabalham juntos e cada um fazendo a sua parte, só a sociedade ganha”, afirmou Jair.

Sobre o HMUE
Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (PA), dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusivo para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, dos diferentes municípios do Pará e também de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.