Pacientes pediátricos do Hospital Metropolitano recebem visitas de Trupe de Palhaços Curativos

Crianças internadas no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), unidade gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, em Ananindeua (PA), receberam visitantes especiais nesta sexta-feira, 05 de julho. Jovens voluntários da Trupe de Palhaços Curativos motivaram sorrisos pelas enfermarias da Clínica Pediátrica e do Centro de Tratamento de Queimados.

Lukas Fernandes Araújo, de 9 anos, avistou o grupo pelos corredores. “Eu não gosto de palhaço. Se eles vierem falar comigo eu não vou responder”, avisou. Com o braço fraturado após uma queda, era de se esperar o semblante fechado, mas que logo se abriu quando “Potoca” chegou próximo ao leito. Já contou como se machucou e não conseguiu segurar o riso. “Ele queria ir para casa, sentindo dor. Estava o tempo todo bravo, mas agora está animado”, revelou a mãe do menino, Heidi Fernandes. “Até que eles são legais, fazem as pessoas sorrirem”, admitiu o pequeno paciente.

Flaviane Filpo coordenou a visita e explicou que a Trupe de Palhaços Curativos atua em espaços hospitalares e com incidência de algum tipo de vulnerabilidade. “A arte deveria chegar a todos os lugares e afetar todas as pessoas. Algumas precisam mais, como as que estão em situação de rua, com quem trabalhamos também. Já aqui vemos uma fragilidade emocional, por isso trazemos a alegria. O palhaço tem essa facilidade”, disse Flaviane.

E não há como negar isso ao ver Ágata Afonso, de 6 anos, contando o sonho de um dia se tornar uma bailarina, segundos depois da entrada da Trupe. Natural de Igarapé-Miri, na região do Baixo Tocantins, ela fraturou a perna e nem o fixador a impediu de demonstrar um passo, mesmo deitada. “Eu também sei fazer uma coreografia de balé”, falou a palhaça Melancia, enchendo os olhos da menina.

Há quatro anos, a ação integra as atividades de voluntariado do HMUE. “Essas visitas são importantes porque as pessoas pensam que o hospital é um ambiente somente de dor. Precisamos combater essa ideia e trazer bons momentos para os pacientes. O riso e a alegria fazem com que eles desfoquem um pouco do sofrimento enquanto estão internados”, explicou Roberta Cardins, coordenadora de Projetos Sociais da unidade.

Sobre o HMUE
Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (PA), dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusivo para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, dos diferentes municípios do Pará e também de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.