Crianças internadas no Metropolitano participaram de oficina de Boi-Bumbá na Classe Hospitalar

Pacientes pediátricos internados no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) tiveram uma aula especial na Classe Hospitalar, nesta quarta-feira, 26 de junho. Eles aprenderam a confeccionar bois-bumbás a partir de caixas de remédios, uma forma de incluí-los na comemoração típica dessa época do ano, mesmo estando com a saúde debilitada. A atividade faz parte da Classe Hospitalar, programa que oferece atendimento educacional dentro da unidade gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar.

Na Classe Hospitalar, professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) atuam dentro dos hospitais com a escolarização. “Nós somos a escola dentro do hospital, adaptada a uma rotina especial para que os pacientes não tenham um impacto muito grande ao receber alta e retornar para o ambiente escolar. Temos um planejamento anual que inclui atividades pedagógicas do dia a dia e também fazemos essas atividades extraclasse, que constam no calendário escolar da Seduc”, explicou a coordenadora da Classe Hospitalar do HMUE, Leonice da Rocha Cardoso.

A metodologia da aula incluiu uma conversa inicial com as crianças sobre o boi-bumbá e, em seguida, elas assistiram a um vídeo musical que contou mais sobre o festejo popular presente nas regiões Norte e Nordeste do país. Eles puderam conhecer as características da manifestação, como o uso de roupas coloridas, instrumentos de percussão e o papel do tripa, responsável por vestir o boi e realizar os movimentos que dão vida ao personagem.

Para ela, é importante contextualizar as datas comemorativas. “Essas festas populares, às vezes passam despercebidas, em que se festeja sem saber bem o que está fazendo. Então falamos sobre o mês de junho, as comidas típicas, o porquê de se comemorar, até chegar ao boi-bumbá, um personagem desse contexto. Mostramos também o vídeo apresentando de onde vem essa tradição, em forma de desenho animado que é mais interessante para eles”, explicou Leonice. A dinâmica complementa o conteúdo trabalhado em textos no dia a dia e reforça a noção de sustentabilidade com o reaproveitamento de material.

Mãos à obra – Com caixas de remédio utilizadas no próprio hospital, Endrew Luiz de Sousa Natividade, de 5 anos, contou com a ajuda da mãe acompanhante para colar os pedaços de EVA (Espuma Vinílica Acetinada), fitas e adereços que dariam forma ao pequeno boizinho. Foi o primeiro dia na Classe Hospitalar e ele também foi o primeiro a concluir a atividade. “Estou gostando muito, vou contar para meus colegas que aprendi a fazer um boi-bumbá aqui”, anunciou.

Rosiane da Silva do Nascimento é mãe de outro paciente, o Mikael da Silva Oliveira, de 6 anos. “Ele é uma bênção, caiu e fraturou o braço no dia 4 de maio, na época do Dia das Mães. Fez um cartãozinho para mim aqui. É bom porque dá para eles se divertirem e não ficarem somente deitados nas camas. Eu gostei muito e ele também”, disse Rosiane.

O ambiente é todo adaptado com mesas e carteiras, livros e instrumentos pedagógicos. “Tem muitas coisas que lembram a escola”, diz Isabella Pinheiro da Rocha, de 6 anos. Ela frequentou há mais tempo a Classe Hospitalar, teve alta e voltou a ficar internada para um procedimento médico. “Ajudou quando eu faltei na minha escola. Perdi duas provas, mas vou passar para o segundo ano”, acreditou.

Classe Hospitalar – Implantado em 2009, o programa oferece atendimento educacional e assessoramento pedagógico. São aulas multisseriadas para atender o perfil diferente de cada aluno. Entre os diferenciais está o auxílio em uma temática atual. Os alunos são matriculados normalmente, e cada um será avaliado por meio de relatórios individuais.
São trabalhados o Ciclo I e Ciclo II do Ensino Fundamental, com abordagem de diversas áreas de conhecimento, como raciocínio lógico matemático, o estudo da sociedade, códigos e linguagens. Em 2018, a Classe Hospitalar do Hospital Metropolitano atendeu cerca de 250 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sobre o HMUE
Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (PA), dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusivo para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, de diferentes municípios do Pará e também de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.