Metropolitano investe em treinamento na área de Higienização

A higienização correta das mãos e a limpeza e desinfecção hospitalar em conformidade com a Norma Regulamentadora 32 (NR 32) foram temas do treinamento de “Rotinas de Higienização e Limpeza”,  ministrado aos colaboradores do Serviço de Higienização e Limpeza (SHL), do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua  (PA).

O consultor da Solid, empresa que fornece insumos de limpeza à unidade, José Alves de Carvalho orientou para a forma correta de higienizar as mãos, procedimento básico para quem trabalha na área de saúde, além do  uso correto dos produtos de limpeza hospitalar. Durante o curso, os trabalhadores também relembraram os cinco momentos nos quais a higienização das mãos é obrigatória na unidade de saúde.

Por se tratar de um assunto que é parte da rotina dos colaboradores, o consultor explica que busca suporte na psicologia para quebrar uma eventual resistência dos trabalhadores. “A gente sempre usa a técnica de ressaltar a importância da pessoa. Ela tem que se sentir importante e entender que seu trabalho faz parte de um ciclo”, disse.

Na avaliação do consultor, os colaboradores saíram do treinamento mais engajados nas rotinas de limpeza. “A forma como o assunto é abordado e a interação garante que muitos saiam daqui comprometidos”, disse.

Treinamentos como o de rotinas de higienização e limpeza fazem parte da iniciativa do HMUE de adequar todo o fluxo de trabalho do SHL à NR 32. “Precisamos que o colaborador conheça na teoria e na prática o que é higienização e o que é limpeza, e o quanto isso é importante dentro do hospital”, explica o coordenador do SHL, Izailson Tenório Alves.

O coordenador acrescenta que os colaboradores da área vêm passando por treinamentos e sensibilizações desde 2016. “Precisamos capacitar 100% dos colaboradores. Há obrigatoriedade em participar do treinamento”, disse. Atualmente a área conta com 90 profissionais.

Os treinamentos na área de higienização com vistas a cumprimento da NR 32 constam no Plano Anual de Treinamento (PAT) da unidade. Izailson acrescenta que o mesmo treinamento será repetido a cada seis meses.

Colaborador do setor de Higienização do Metropolitano há dois meses, Leonan Felipe, diz que o treinamento ajuda a aprimorar as técnicas usadas na limpeza da unidade. “Aprendi que devo sempre higienizar as mãos. Às vezes a gente pensa que algo está limpo, mas na verdade ainda está contaminado. Por isso temos que ter atenção com a limpeza”, disse.

A aula também trouxe novos conhecimentos ao colaborador. “Tinham coisas que eu ainda não sabia, como a questão da diluição dos produtos químicos e alguns nomes de produtos. Aprendi bastante”, contou.

NR32: cuidado com a saúde do colaborador

Responsável pela normatização das diretrizes de proteção à segurança e saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, a NR 32 traz recomendações, medidas preventivas e capacitação para cada situação de risco encontrada no setor. A norma abrange situações de exposição a riscos como o biológico, químico e da radiação ionizante.

Questões como a obrigatoriedade da vacinação dos profissionais de saúde contra doenças como tétano, hepatite e demais que estiverem contidas no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) da unidade de saúde fazem parte da norma.

De acordo com a NR 32, considera-se risco biológico a probabilidade de exposição ocupacional a agentes biológicos. Já estes são os micro-organismos geneticamente modificados ou não, as culturas de células, os parasitas, as toxinas e os príons, as chamadas moléculas proteicas que possuem propriedades infectantes.

Em relação aos riscos químicos, a norma orienta que todo material químico utilizado em serviços de saúde seja mantido na embalagem original. Quando houver fracionamento ou manipulação do produto, o recipiente deve ser identificado de forma legível com nome, composição química, concentração, data de envase e validade, e nome do responsável pela manipulação ou fracionamento. A reutilização das embalagens é vedada.

No que diz respeito à radiação ionizante, a norma não desobriga os estabelecimentos de saúde de observar as disposições já estabelecidas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Conheça os cinco momentos para higienização das mãos:

1-      Antes de contato com pacientes.

2-      Antes da realização de procedimento asséptico.

3-      Após riscos de exposição a fluidos corporais.

4-      Após contato com paciente.

5-      Após contato com áreas próximas do paciente.

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