Quinta turma de residentes multiprofissionais conclui especialização no Hospital Metropolitano

Residentes Multi Seis profissionais da área da saúde estão aptas para lidar com o mercado

Com a missão de formar profissionais e de promover saúde pública no Pará, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), promoveu a cerimônia de encerramento da IV Turma da Residência Multiprofissional nesta quinta-feira, 23/2. Seis profissionais das áreas da Fisioterapia, Enfermagem, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Psicologia estão habilitadas em pós-graduação em urgência e emergência do trauma. No ‘Programa de Residência Multiprofissional’, o Hospital Metropolitano já contabiliza a formação de 24 profissionais. A quinta turma de residentes multiprofissionais iniciou o programa em 2015, sendo que foram apresentaram projetos de pesquisa baseados em sua vivência dentro da unidade como ferramenta para conclusão do curso.

A fisioterapeuta Maria Isabel Galletti obteve uma nota elevada com o trabalho que abordou a “Avaliação Fisioterapêutica, aplicando escala de qualidade de vida em egressos em acompanhamento ambulatorial”. Para ela, o cenário de prática da unidade hospitalar foi extremamente proveitoso para a sua qualificação. O trabalho da fisioterapeuta alertou para a alta hospitalar dos pacientes, que evitam a continuação do processo de reabilitação. “Muitos não realizam fisioterapia após a alta e isso gera cicatrizes patológicas o que aumenta o retorno com reinternações”, explicou.

O “Programa de Residência Multiprofissional” tem um total de 5.760 de horas aulas divididas entre atividades teórico-práticas. A parte teórica é composta do eixo comum, feito em parceria com a Universidade do Estado do Pará (UEPA). O eixo específico trata da demanda do Hospital Metropolitano que é um estabelecimento de saúde de média e alta complexidades, referência em atendimento de urgência e emergência em trauma e queimados.  Na parte prática, o residente conhece e acompanha o trabalho da área assistencial do hospital, com a orientação de preceptores de cada curso.

A fonoaudióloga Thamires Machado também concluiu a residência. Ela relacionou os dois anos de experiência dentro da unidade de saúde como essenciais. “Aqui adquirimos bastante coisa, lidando com uma vivência que enriqueceu como pessoa e profissional, e trabalhando em equipe. Estou saindo preparada para trabalhar em qualquer hospital”, afirmou. O trabalho final da residente abordou a “Atuação da Fonoaudiologia no Paciente Queimado”, com uma revisão de literatura. “No Pará, não existe uma gama grande de trabalhos referente a isso. A atuação em queimado, no campo da fonoaudiologia, é recente e que iniciou com atendimento básico. Hoje, observamos o paciente como um todo, com uma visão humanizada. Além da queimadura, lidamos com processo de dor, relacionados ao processo de recuperação”, afirmou.

O coordenador de Ensino e Pesquisa do Hospital Metropolitano, Leonardo Ramos, explicou que os trabalhos foram satisfatórios e deixam um legado acadêmico para a área da saúde no Estado. “Lidamos com o processo em que seis recém-formados são inseridos em um hospital de média e alta complexidades com aporte, referência. A evolução é nítida. Formamos profissionais preparados e qualificados para serem absorvidos pelo mercado”, garantiu. Os preceptores também participaram da programação e forma certificados.

Hospital Escola

Além de residentes, o hospital também atua como cenário para acadêmicos. Desde 2012, o HMUE, que é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), organiza suas atividades de ensino e pesquisa, servindo de campo de estágio curricular obrigatório para acadêmicos e residentes das universidades públicas e privadas conveniadas, assim como hospitais de ensino.