Médicos concluem residência no Hospital Metropolitano

Jornada Residentes médicos apresentaram trabalho final

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), por meio do Departamento de Ensino e Pesquisa, promoveu a I Jornada de Conclusão da Residência Médica, na última quinta-feira, 23/2. No total, quatro artigos foram apresentados pelos médicos residentes Gilson Reinert e Afonso Arantes, ambos da Cirurgia Geral, e Marco Túlio e Eric Teixeira, da Ortopedia.

Éric Teixeira desenvolveu um trabalho intitulado “Tratamento da osteonecrose da cabeça do fêmur com técnica de perfurações múltiplas – avaliação clínica e imagenológica”. Para ele, o resultado final do trabalho vai gerar discussões clínicas em prol do paciente. “É fundamental, pois é uma patologia que acomete pacientes jovens. E a ideia é retardar o máximo possível o desenvolvimento de uma artrose”. Éric conclui a residência com um sentimento de que a unidade de saúde proporcionou um cenário vasto para a pesquisa. “O Hospital Metropolitano é uma ferramenta fantástica. Com o apoio da direção, que se mostra solícita, observamos que a unidade terá uma das melhores residências do estado do Pará”, projetou.

O subcoordenador da residência em Ortopedia, Fernando Figueiredo, avaliou que o desempenho dos residentes foi extremamente satisfatório. Ele argumentou que os profissionais vivenciaram anos lidando com situações relacionados a doenças oriundas do trauma, doenças ortopédicas.  “Apesar de ser a primeira turma de residentes da Ortopedia, o programa já cumpriu os critérios, sendo certificado pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, mostrando que está bem embasado na parte estrutural e educativa”, frisou.

O coordenador da residência em Cirurgia Geral, Tomaz Rodrigues, comentou que o trabalho da residência é planejado e vem colhendo resultados significativos. “Nós nos preparamos, tanto o corpo clínico, quanto o Departamento de Ensino e Pesquisa e a direção para culminar na preparação desses profissionais entregues ao mercado. Posso dizer que é um aprendizado mútuo. Eles chegam como qualquer aluno e desenvolvem o aprendizado de forma positiva, culminando na formação de profissionais competentes”, assegurou o médico.

Já a coordenadora da Comissão de Residência Médica (COREME) do Hospital Metropolitano, Viviane Ferreira, ressaltou que além da questão técnica, os médicos finalizam o período de residência com um sentimento de humanidade que devem sustentá-los para o resto da vida profissional. “Foram teses de conclusão com trabalhos bem feitos, com bons resultados, falando do nosso serviço de atendimento de urgência e emergência, e priorizando a melhora do paciente. Tenho convicção que eles se tornarão bons médicos, humanos e preocupados em fazer trabalhos bem elaborados”. O diretor-geral do Hospital Metropolitano, Rogério Kuntz, participou da jornada e agradeceu aos médicos pelo desenvolvimento dos programas de residência. “No final das contas, quem agradece mesmo é o paciente. Espero que todos tenham uma carreira de sucesso e que sigam nessa linha de cuidado com o usuário”, disse.

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, que é gerido pela entidade Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social Hospitalar sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), dispõe de programas na Cirurgia Geral, Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia do Trauma e Medicina de Urgência. A carga horária dos estudantes é de 60 horas semanais. O programa de residência da Cirurgia Geral dura dois anos. Já o programa de Ortopedia e Traumatologia é mais longo, sendo concluído em três anos. Com relação a Cirurgia do Trauma, o programa dura um ano, pois o residente aprovado precisa ter o pré-requisito de ter cursado outra residência em Cirurgia Geral. Na Medicina de Urgência, a duração também é de um ano e o residente precisa ter cursado, anteriormente, residência em Clínica Médica. Para pleitear uma vaga na Residência Médica é preciso ficar atento ao edital unificado ofertado pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) e hospitais.