Nutricionista fala sobre obesidade no Hospital Metropolitano

'Laços' Interação entre equipe multiprofissional e usuários do SUS

Acompanhante de usuários internados no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) recebem assistência multiprofissional por meio do projeto “Laços”, realizado há quatro meses na unidade de saúde. A ideia é incentivar a interação entre a equipe de profissionais e os acompanhantes, a partir de uma temática previamente estabelecida. Nesta sexta-feira, 17/2, o tema obesidade foi abordado pela nutricionista Ana Karla Silva para um público diversificado composto por acompanhantes da clínica ortopédica e pediátrica. O projeto visa interagir de forma humanizada, sob a ideia de valorizar aquele que cuida. São utilizando estratégias como música e dinâmicas de interação.

Ana Karla avaliou que a repercussão sobre o assunto teve um bom nível. “É ótimo termos mais momentos como esse para uma troca, esclarecer dúvidas no sentido de que todos entendam o que fazemos aqui. Também aprendemos com a rotina deles”, considerou. O tema obesidade foi escolhido por se tratar de um problema nacional. Foram repassadas dicas de como evitar doenças que podem ser problemas futuros. “As doenças que abordamos aqui são as que mais dificultam a cicatrização devido a alimentação inadequada, como diabetes e úlcera por pressão”, avaliou a coordenadora do Serviço de Nutrição e Dietética da unidade, Edilssa Carla. A cicatrização é um dos processos da recuperação dos pacientes do Hospital Metropolitano, um estabelecimento de saúde de média e alta complexidades, que atende urgência e emergência em trauma e queimados.

Para as nutricionistas, atividade física e o hábito de fazer seis refeições ao dia (café, lanche, almoço, lanche, jantar e ceia) são atitudes essenciais para eliminar os quilos a mais. “Pode até parecer que são muitas refeições, sendo que a ideia é comer com moderação, mas várias vezes. Daí você começa a queimar e não a guardar gorduras”, ensina Ana Karla. As frutas são exemplos de lanches adequadas.

Acompanhando o filho que está internado na ala pediátrica da unidade, o autônomo Reginaldo Ribeiro adquiriu informações consideradas preciosas. Segundo ele, os novos conhecimentos serão aplicados na rotina da família que é natural de Cachoeira do Arari, na ilha do Marajó. “É legal porque temos informações que não tínhamos antes. Gostei do tema de alimentação saudável, pois o paciente precisa ficar bom e os alimentos são importantes”, disse. O Hospital Metropolitano é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).