Baile de Carnaval alegrou Hospital Metropolitano

Equipe A programação levou alegria para os usuários da unidade

Desfocalizar a dor, tornando o hospital um ambiente mais propício ao sorriso. Esta foi a proposta do baile de Carnaval do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). Mais de 15 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), além de colaboradores da unidade de saúde participaram da celebração, cuja programação foi realizada nesta quinta-feira, 16/2. O auge da festa foi a premiação para a fantasia mais bonita, com máscaras montadas pelos próprios pacientes, utilizando material reciclável, conforme proposta da Classe Hospitalar. A ideia foi expandir o conceito do material reciclável, como uma das temáticas trabalhadas com os alunos pacientes.

Entre os adultos, o vencedor foi Daniel Paz, de 19 anos. Há sete dias, ele sofreu um acidente de trabalho, que acarretou ferimentos por queimadura nos membros superiores e inferiores. Embora internado e com o auxílio momentâneo de uma cadeira de rodas para se locomover, Daniel mantém a alegria como uma opção de vida. “Eu acredito que é preciso levar a vida assim. Sorrindo e sempre com esperança”, afirma Daniel, premiado com a fantasia do super-herói Capitão América. “A festa de Carnaval foi ótima. Nos deixa animado e com a sensação boa de felicidade”, argumenta Daniel.

Segundo a coordenadora de Humanização do Hospital Metropolitano, Roberta Cardins, esse tipo de atividade aproxima o paciente da rotina anterior aos acidentes. “Dentro de um hospital, você esquece da vida lá fora, esquece das comemorações, como o Carnaval. Esta atividade funciona também para mostrar que o hospital, que é um ambiente de cura, também tem um momento de alegria, festa, atividade lúdica”, afirma. A psicóloga Jacqueline China, por sua vez, considera que o ambiente posterior a celebração tende a ser mais favorável. “Afinal, o usuário se sente mais motivado, mais animado e gera um entrosamento ainda maior entre a equipe do hospital e os familiares”, detalhou.

Gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospital sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Metropolitano é referência na região Norte para atendimento a vítimas de queimaduras. Em 2016, atendeu 533 queimados. Em janeiro deste ano, a unidade já registra 58 atendimentos. A coordenadora de enfermagem do Centro de Tratamento de Queimados, Karla Santos, explicou que o CTQ  atende vítimas de acidente doméstico e de trabalho. “Nós trabalhamos em prol do restabelecimento do paciente. Em média, eles ficam internados de 15 a 20 dias, dependendo da queimadura. Por isso, a atividade, como o Carnaval, traz alegria a todos”. O setor possui 22 leitos, dois de Unidade de Terapia Intensiva, 18 de internação e dois de urgência, sendo que também possui um bloco cirúrgico com duas salas.