Centro de Tratamento de Queimados do Metropolitano promove atividade natalina

Mãe da serelepe A.C, a dona de casa Andreia Cristina relatou que um acidente doméstico em meados de 2014, na Ilha de Mosqueiro, interrompeu momentaneamente a alegria de uma criança saudável. De acordo com Andreia, a criança caiu em um buraco, tendo sofrido queimaduras de segundo e terceiro graus. Na época, A.C tinha apenas um ano. Hoje, com três anos, e já tendo vivenciado um tratamento longo no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), a criança já sorri, pula e interage com facilidade.

Foi assim que ela reagiu quando ganhou um presente em meio a uma programação natalina, realizada pelos colaboradores de psicossocial da unidade em parceria com o setor de Humanização. Um cinema, com distribuição de presentes, foram as estratégias utilizadas na recepção do CTQ. Andreia lembrou do drama vivenciado pela filha. “Estivemos internados em 2014. Agora, só retornamos para uma cirurgia, o que é comum para o paciente queimado. E quando voltamos, há essas atividades boas, que ocupam o tempo da criança. É bom que ela não fica muito tempo no leito”, elogiou. Em média, um paciente do setor fica internado de dois a três meses. E mesmo após a alta hospitalar, segue realizando tratamento. “A minha filha, quando volta para o hospital, já fica com receio, medo, por causa dos procedimentos, das vacinas. Mas, acho que este clima de Natal, com presentes, a criança gosta disso!”, disse Andreia.

O clima de Natal tomou conta do Hospital Metropolitano. A unidade promove atividades natalinas, objetivando amenizar o sofrimento dos pacientes internados, assim como, ajudar na recuperação deles. E para a psicóloga, Jacqueline China, a ação tendo como foco o Centro de Tratamento de Queimados é uma atividade lúdica para amenizar a rotina de pacientes de longa permanência. “Uma ação, como essa, desfocaliza a dor, e também faz esquecer que o paciente está passando por uma situação que deixa traumas. Só de vê-los sorrindo, por um momento, já nos traz a sensação de que estamos acertando”, afirmou. A proposta inicial era englobar somente as crianças, no entanto, a aceitação do projeto foi considerável, tanto que envolveu adolescentes. “Independente da idade, há a alegria, a descontração, o Natal envolve tudo isso”, disse Jacqueline.

O estudante Maick Santos, de 23 anos, participou da programação. Ele disse que se distraiu em meio a rotina hospitalar. “Esse momento tira da minha cabeça aquele momento do acidente. Querendo ou não, acaba que ficamos pensando”, disse o paciente, vítima de um acidente de trânsito em que sofreu queimaduras nas costas.