Hospital Metropolitano promove debate sobre Infecção Hospitalar junto aos acompanhantes

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, por meio da equipe de psicossocial, deu prosseguimento ao projeto intitulado “Laços”, que visa um diálogo direto com os acompanhantes de usuários internados. A última edição tratou do tema “Infecção Hospitalar”, que foi voltado excepcionalmente aos acompanhantes da Policlínica, com as orientações da equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).

A coordenadora de Psicossocial, Betânia Mourão, ressaltou que a infecção hospitalar deve ser combatida por colaboradores, usuários, acompanhantes e visitantes. “Por isso, pensamos em ações destinadas aos acompanhantes para esclarecermos informações, abordando como se prevenir, e falando sobre as formas de contato”, disse. Betânia ressaltou o caráter multiprofissional do projeto “Laços”, que perpassa pela área da saúde e da educação. “É fundamental porque buscamos trazer informação direcionada para o acompanhante, nos tornando multiplicadores de informações”, disse.

A coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Silvia Luthemeier, considerou que o diálogo direto com o acompanhante trará ganhos variados. “É fundamental, eles são o nosso ponto de referência para que as coisas aconteçam. Não adianta trabalharmos de forma correta se os acompanhantes não estão seguindo as regras anteriormente estabelecidas”, afirmou.

Para Silvia Luthemeier, é possível destacar a explicação acerca de regras da unidade hospitalar, como as restrições relacionadas à circulação de acompanhantes em outras clínicas, além da proibição de alimentos externos para pacientes. “Estamos explicando os motivos destas restrições, abordando a questão da infecção hospitalar e higienização das mãos. As regras, rotinas do hospital que podem ajudar a combater a transmissão das infecções, também foram tratadas, como por exemplo, o acompanhante que não pode circular nas outras enfermarias, não pode tocar em outros pacientes, porque há a contaminação cruzada”, ponderou Silvia, ressaltando medidas aliadas no combate às infecções.

A dona de casa Armezinda Gomes, que acompanha o filho acidentado que está internado há dez dias no Hospital Metropolitano, foi uma das participantes da ação. “Eu cumpro as normas porque eu quero ver o meu filho bem. Aprendi sobre higiene, atenção nas visitas, tomando cuidado com a questão do contato”, disse. Já Maria do Socorro, que acompanha a cunhada, acidentada de moto, assimilou informações sobre a higienização correta das mãos. “Aprendemos o passo a passo, o que pode e o que não pode fazer. Outra coisa legal foi a questão de não poder entrar com bolsa, cheguei a pensar que era burocracia do hospital. Mas, entendi o motivo. Este momento foi ótimo”, disse.