Curso qualifica trabalhadores sobre como agir em situação de incêndio

Nos últimos dias, a região metropolitana de Belém sofreu com diversos episódios de incêndio, amplamente divulgado pela imprensa. Assim, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua, que é referência para atendimento de média e alta complexidade para pacientes com trauma ou queimados, preparou aproximadamente 70 dos seus trabalhadores para lidar com qualquer situação de sinistro. Com o apoio da Cruz Vermelha Brasileira, o HMUE promoveu o curso Primeiros Socorros, Combate a Princípio de Incêndio e Regras e Comportamento de Evasão, tendo como objetivo ampliar as estratégias de segurança de colaboradores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso durou cinco dias, e foi realizado no auditório e áreas internas e externas do hospital, tendo duas turmas treinadas. No total, a capacitação durou 20 horas, com preparação teórica e prática.

O diretor do Departamento de Socorro da Cruz Vermelha, Isaias Skeeter, explicou que, em meio a uma situação de sinistro, é necessário controlar o nervosismo dos envolvidos para amenizar ou mesmo eliminar a possibilidade de vítimas fatais. “Nesse caso, o que mais causa mortes é o pânico. Se você não souber sair do local, e se desesperar, vai inalar fumaça e pode ter complicações”, avaliou. Skeeter ressaltou que equipes de remoção precisam estar preparadas para um resgate imediato. E caso você se depare com situação semelhante, é recomendável não tentar controlar o fogo. “Primeiramente, saia do local, pois o fogo se alastra rápido. Saia e acione o Corpo de Bombeiros. Solucione o problema fora do ambiente”. O alastramento do fogo está diretamente relacionado ao material do local. “O que é fato é que o fogo alastra rápido. A ideia da equipe de remoção é criar um cenário imediato para tirar os pacientes do hospital, evitando pânico, e informando como proceder. Tem fumaça? Tem acesso para sair? Tem iluminação suficientes? Estas variáveis precisam ser analisadas”, recomendou Skeeter. No momento da evasão, em caso de unidade de saúde, o transporte do paciente, do acompanhante e dos trabalhadores também é algo importante. Ainda segundo a Cruz Vermelha, a remoção precisa ocorrer avaliando prioridades.

O técnico de segurança, Bombeiro Civil e voluntário da Cruz Vermelha, Jean Farias, foi instrutor do treinamento que teve simulações práticas. Os colaboradores encenaram um cenário de sinistro, com vítimas espalhadas nos quatro andares do prédio do Hospital Metropolitano. A remoção se dava até a área externa da unidade de saúde. Para Jean Farias, quem participou do curso está credenciado par agir de maneira diferenciada. Está preparado para fazer a evasão, abandono do prédio, sendo eles hospitalizados ou não, enfim, a população fixa e flutuante”. Jean garantiu que é imprescindível manter a calma, organizar as pessoas em fila e retirá-los o mais rápido possível. “Para isso, é preciso apoio das pessoas de fora. O que queremos é que este curso evite sinistros como o que ocorreu na 14 de março”.

Residente em fisioterapia, Anderson Moraes, foi um dos participantes que considerou o curso imprescindível. “Adquirir conhecimento variados, principalmente, como agir perante as situações perigosas. Outro dado importante foi que aprendemos a fazer triagem do paciente atingido, agindo de maneira cautelosa, mas rápida. Até porque o tempo vai contar muito para salvarmos vida”, avaliou. A auxiliar administrativa do Hospital Metropolitano, Joyce Santiago, participou do treinamento como se fosse uma das vítimas do incêndio. “Aprendemos várias coisas, como dar valor a vida de todos. Primeiro, precisamos fazer uma análise para agirmos de forma segura, salvando tanto a vida do paciente e não colocando a nossa em risco”, disse.