Fisioterapia por videoconferência já é realidade no Hospital Metropolitano durante à pandemia

A medida visa, principalmente, proteger pacientes do grupo de risco da contaminação pela Covid-19

Os cuidados para evitar o contágio pelo novo coronavírus (Covid-19) continuam no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA). Neste cenário mundial, uma das medidas tomada pela unidade, gerenciada pela Pró-Saúde, é a realização de fisioterapia via webcam, principalmente para pacientes que estão no grupo de risco.

A reabilitação ocorre com acompanhamento de um profissional que monitora e ajusta as atividades do paciente à distância, ou seja, fisioterapeuta e o paciente não se encontram no mesmo local. O atendimento é feito via Skype ou qualquer outra ferramenta de interação por vídeo.

Essa técnica ganhou espaço no Hospital Metropolitano por oferecer um novo formato de atendimento, práticas alternativas, segurança para o paciente, já que obedece todas as orientações para evitar a contaminação pela Covid-19.

“O trabalho da equipe de fisioterapeutas por meio de chamadas de vídeo tem ajudado muito na recuperação de pacientes. Eles precisam estar tranquilos para fazer os procedimentos. Imagine se trouxéssemos todos para a unidade? A preocupação em relação a contaminação deixaria eles tensos para a reabilitação”, destaca a fisioterapeuta, Michelle Melo.

Dados atuais mostram que 136 pacientes passam pelo processo de reabilitação no HMUE, sendo que quase 90% dos atendidos estão dentro do grupo de risco. Uma dessas pessoas é a Hester Monteiro, de 48 anos, que precisou de atendimento no Metropolitano após acidente de moto.

A paciente passou por sessões de fisioterapia através de vídeo chamada e gostou da novidade. “Já estava acostumado com um profissional do meu lado. No começo do tratamento em casa foi estranho, mas hoje eu gosto. Além de não sair de casa, não fico vulnerável ao coronavírus”, disse.

“São vários os benefícios realizar o procedimento de forma virtual, mas o principalmente, a terapia vem complementar uma série de cuidados que estamos tomando enquanto a pandemia não passa, sem perder a eficiência do tratamento. Dona Hester, por exemplo, tem evoluído bastante a reabilitação por vídeo chamada”, enfatizou o coordenador de reabilitação, Henrique Gomes.

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), autorizou, por meio da Resolução nº 516, e publicada no Diário Oficial da União no dia 23 de março, os serviços de teleconsulta, teleconsultoria e telemonitoramento. A medida atende às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), com o propósito de assegurar o bem-estar à população.

A medida leva em consideração a autonomia e independência e os profissionais podem determinar quais pacientes ou casos são capazes de atendimento ou acompanhados à distância.

O diretor Hospitalar, Itamar Monteiro, explica que as ações prezam pela segurança dos pacientes e ressalta a sensibilidade dos colaboradores no atendimento dessas pessoas. “Inovamos com a realização de sessões de fisioterapia a distância através de videoconferência. Essa proposta realizada por nossos profissionais demonstra responsabilidade no tratamento médico hospitalar, principalmente para as pessoas que estão no grupo de risco”.

Sobre a Pró-Saúde

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.