A formação de residentes como fonte de atuação frente à pandemia do coronavírus

No Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, cerca de 200 pesquisas científicas foram produzidas, além de contribuir na formação de 6 mil residentes médicos e multiprofissionais em todo o Estado do Pará

Em uma época onde o mundo passa por um momento delicado por conta do novo coronavírus (Covid-19), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), trabalha na formação de residentes médicos e multiprofissionais, além da produção de pesquisas, principalmente para dar suporte neste período de pandemia.

Nos últimos sete anos, a unidade que pertence ao Governo do Pará, sendo gerenciada pela Pró-Saúde, formou quase 6 mil residentes, entre médicos e multiprofissionais. Desse número, segundo o coordenador do Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP), Leonardo Ramos, aproximadamente 80% dos residentes que se formaram permanecem no Estado, atuando e ajudando a população.

Só em 2019, cerca de 150 residentes médicos das áreas de ortopedia, traumatologia, cirurgia geral e do trauma, além de 24 residentes multiprofissionais das áreas de fisioterapia, enfermagem, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia atuaram na unidade.

“A atuação dos residentes promove um melhor entendimento de todos os colaboradores, profissionais de saúde, gestores das unidades, além da população, acerca das reais contribuições dos residentes para os serviços de saúde. Isso promove ainda, um aprendizado e um suporte grande nesse período de pandemia”, afirma o coordenador do DEP.

O Programa de Residência Médica do Metropolitano dispõe de quatro áreas de especialidades em funcionamento, como na cirurgia geral, ortopedia e traumatologia, cirurgia do trauma e medicina de urgência. Já o da Residência Multiprofissional as áreas são, fisioterapia, enfermagem, terapia ocupacional, psicologia e fonoaudiologia.

Os residentes médicos e multiprofissionais fazem parte do dia a dia dos atendimentos, ampliando a cobertura da assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e colaborando no atendimento nos hospitais. Todos recebem orientações e treinamentos de fluxo de atendimento, prevenção e controle de infecções, para lidar com possíveis casos diante da pandemia.

Lucicléia Santos é residente médica de cirurgia geral na Unidade. Para ela, a pandemia do novo coronavírus despertou habilidades novas, além de desenvolver atividades mais eficazes para ajudar quem precisa.

“Eu realizo atendimentos cirúrgicos, clínicos e de UTI. Uma especialização que trabalha em diversas áreas do organismo e nos possibilita todo o preparado necessário. E nesse momento da pandemia, o preparo do profissional é fundamental”, afirma Lucicléia, residente médica de Cirurgia Geral.

Todo ano, são abertas cerca de 10 vagas para receber profissionais que desejam se especializar na área de urgência e emergência, com perfil voltado para traumas e queimados, já que a unidade é referência nestas áreas e no atendimento humanizado, para mais de 60 municípios do Pará.

Pesquisas científicas no HMUE

Outro dado importante é a produção de pesquisas científicas. De 2013 a 2019, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência foi responsável pela produção de quase 200 trabalhos, envolvendo profissionais de saúde e residentes da unidade.

“Sobre as pesquisas científicas, queremos aumentar o número de publicações anuais e elevar a qualidade das nossas pesquisas. Buscando novas conhecimento e novas maneiras de assistir os pacientes, concluiu Leonardo, coordenador do Departamento de Ensino e Pesquisa.

Neste ano, os profissionais de saúde e residentes do HMUE ganharam destaque nacional após promover um estudo com pacientes de traumas e a importância do trabalho de reabilitação ainda na unidade. A pesquisa foi publicada na Revista CPAQV, do Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, localizado em Campinas, no estado de São Paulo.

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A pesquisa “Funcionalidade e Qualidade de Vida em Pacientes Vítimas de Trauma Ortopédico Atendidos Pela Fisioterapia em um Hospital Referência na Amazônia”, evidencia a qualidade do trabalho de reabilitação, além de promover um espaço científico para discussões, debates, apresentação de pesquisas, exposição de novas ideias sobre a área de saúde em todo o Brasil.

O diretor hospitalar do Metropolitano, Itamar Monteiro, parabenizou a equipe e destacou a relevância da produção científica dos colaboradores, residentes médicos e multiprofissionais da Unidade. “Parabenizo todos pelo feito! Os artigos, pesquisas, teses realizadas pela equipe do HMUE são de grande relevância nacional e servem de apoio para outros profissionais e instituições de saúde”, finalizou.

Sobre a Pró-Saúde

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.