Gestão hospitalar como ferramenta essencial para enfrentar a pandemia do novo coronavírus

No mundo, um dos setores afetados diretamente pela pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) foi o da saúde, com o surgimento de novos desafios e necessidade de rápida adaptação para atender vítimas de uma nova doença ainda desconhecida. Para superar situações como essa com êxito, é essencial uma gestão hospitalar eficiente, capaz de montar estratégias que superem cada ponto de dificuldade e melhorem a condição de saúde, e até mesmo de vida, das pessoas.

Devido à importância de profissionais que se dedicam à gestão de unidades de saúde de forma profissionalizada, é celebrado nesta terça-feira (14), o Dia do Administrador Hospitalar. A data teve a sua origem marcada com São Camilo de Lellis, considerado o patrono e protetor dos hospitais e administradores hospitalares, que tem como legado: “o amor, dedicação e cuidado com o doente, em especial os mais necessitados”.

O diretor Geral do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), gerenciada pela Pró-Saúde em Ananindeua (PA), explica que o sucesso dos trabalhos realizados pelo hospital envolve uma série de características.

“O gestor precisa estar atendo para organizar, coordenar e controlar todas as tarefas dentro do hospital, conciliando recursos humanos, financeiros e físicos, tendo como objetivo, recuperar e cuidar da saúde do doente. Este período de pandemia evidenciou a importância do gestor hospitalar”, ressaltou Itamar Monteiro.

Além da complexidade interna, o mundo moderno e globalizado, exige que os administradores hospitalares estejam conectados com o seu entorno e tenham uma visão ampla e estratégica a curto, médio e longo prazo.

“É importante que todos os colaboradores estejam engajados na promoção de ações benemérita que envolvam todos, incluindo colaboradores, pacientes e também a sociedade. A gestão tem um peso muito grande para o hospital e fora dele”, finalizou Itamar.

A criação da Pró-Saúde, uma das maiores instituições filantrópicas de gestão hospitalar do país, fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

Gestão hospitalar no combate à Covid-19

No dia primeiro de julho, o Hospital Metropolitano encerrou as atividades da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dedicada exclusivamente ao atendimento de pacientes com o novo coronavírus (Covid-19).

Para preparar a unidade para realizar esses atendimentos foi preciso criar um planejamento com os gestores, principalmente para preparar as estruturas e protocolos para receber os pacientes com casos graves da doença, encaminhados por meio do Sistema de Regulação (SISREG).

Ao todo, enquanto o HMUE foi referência para casos da doença, foram atendidos 184 pacientes com coronavírus, que contaram com auxílio de quase 100 colaboradores, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeuta, psicólogos e outros serviços de apoio.

“O Hospital Metropolitano cumpriu o seu papel. Atendemos, amamos, sofremos, mas o melhor disso tudo, aprendemos, com cada paciente que passou por aqui. Hoje, posso olhar para todos e dizer: ‘sinto muito orgulho de todos vocês’. Todo esse esforço, claro, só foi possível graças a uma gestão hospitalar eficiente”, agradeceu o coordenador de enfermagem, Wellingthon Munhoz, durante discurso aos colaboradores.

O HMUE se tornou referência no atendimento de pacientes com o novo coronavírus no dia 17 de abril e, neste período, foram 20 leitos de UTI exclusivos para o tratamento da doença na Região Metropolitana de Belém (RMB).

A humanização como ferramenta de gestão hospitalar

Com base no trabalho de gestão hospitalar da Pró-Saúde, que tem como visão a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade, nos três últimos meses, o Hospital Metropolitano ganhou destaque no trabalho da humanização como importante ferramenta no atendimento aos pacientes, familiares e no acolhimento de colaboradores.

Para a coordenadora de Humanização, Natália Failache, essa cobertura humanizada, que engloba todos os públicos, dentro e fora da unidade, é fundamental para propagar experiências de boas práticas, além de ajudar a gestão nos objetivos e metas frente à pandemia.

“Com o cenário da pandemia e sempre atrelado ao planejamento do nosso diretor Hospitalar, utilizamos vários dispositivos para amenizar as consequências que vieram com as novas medidas de proteção e propagação do novo coronavírus, sempre com o intuito de suprir a necessidade do nosso público de forma humanizada”, relata.

As boas práticas de acolhimento, voltadas aos pacientes, usuários e acompanhantes, envolvem visitas virtuais, mensagens de apoio por áudio entre familiares, projetos sociais, altas humanizadas, cobertura psicológica, projetos sociais com a pastoral da saúde, entre outros.

A coordenadora acrescenta que essas práticas são canais que os pacientes e profissionais encontram para amenizar a saudade, para ficarem mais próximos e compartilharem solidariedade. “Todos compartilham amor ao próximo, são solidários, colaborativos. Em um momento que precisamos fortalecer essa corrente de esperança, de ajuda mútua, a humanização tem sido fundamental”, finaliza Natália.

Sobre a Pró-Saúde

Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.