Junho Vermelho: Hospital Metropolitano reforça a importância da doação de sangue na Unidade

A pandemia do novo coronavírus e o isolamento social ocasionaram uma baixa significativa nas doações

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os estoques de sangue continuam baixos em todo o Brasil, inclusive no estado paraense. Para amenizar essa falta, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), gerenciado pela Pró-Saúde, promoveu nesta segunda-feira, 15, palestras para acompanhantes e colaboradores da unidade, chamando a atenção para a importância da doação de sangue.

A ação é alusiva ao a campanha nacional “Junho Vermelho”, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue, além de aumentar o estoque da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), responsável por fornecer bolsas de sangue para as unidades da rede estadual de saúde.

“Com a pandemia do novo coronavírus, houve com uma redução drástica nas doações de sangue, impactando diretamenteos hospitais, que seguem atendendo pacientes e precisam repor seus estoques de sangue”, alertou a supervisora da Agência Transfusional do Metropolitano, Larissa Mendes.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 1,6% dos brasileiros doam sangue, ou seja, de mil habitantes, apenas 16 pessoas doam sangue. Para a entidade, o número ideal seria entre 3% a 5% de doadores em todo o país. Vale lembrar ainda que apenas uma doação pode salvar até quatro pessoas.

O movimento “Eu Dou Sangue” também realizou uma pesquisa e aponta que cerca de 92% dos brasileiros disseram não ter doado sangue entre junho de 2017 e junho de 2018. Os dados mostram ainda que 39% dos brasileiros admitem não saber qual é seu tipo de sangue.

Larissa Mendes explica que doação é primordial dentro do atendimento assistencial para pacientes oncológicos, com traumas ou que necessitem de cirurgias com transfusões. “Mensalmente, o Hospital Metropolitano realiza mais de 200 transfusões de sangue. A Agência Transfusional do HMUE atende também o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), que recentemente teve o perfil alterado para atender exclusivamente pacientes com a Covid-19, e com isso, vem aumentando a demanda de transfusões”, ressaltou.

A Unidade, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), manterá a campanha durante todo o mês de maio, com atividades educacionais, orientações com colaboradores, convites e mobilização pelas redes sociais.

Onde doar?

Fundação HEMOPA – Tv. Padre Eutíquio, 2109 – Batista Campos, Belém – PA.
O doador pode dizer o código do Hospital Metropolitano: 708.

O que é preciso para doar?

• Apresentar documento oficial de identificação (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou habilitação);
• Ter entre 16 e 69 anos (menores de 16 anos devem estar acompanhados do responsável legal);
• Estar bem de saúde;
• Pesar 50kg ou mais.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.
Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensora gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.