Áudios de familiares integram terapia desenvolvida pelo Metropolitano para pacientes com Covid-19. Ouça!

Em tempos de distanciamento social, receber áudios de WhatsApp já virou rotina na vida dos brasileiros. Agora, esta simples ação vem ajudando pacientes graves de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) a lidar com o isolamento severo que passam por dias ou até semanas. Profissionais de psicologia e enfermagem incorporaram mensagens de voz de familiares no tratamento oferecido durante o período de internação no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA).

A técnica mistura estímulos tecnológicos e terapêuticos, para estimular uma boa recuperação física, psíquica e emocional dos pacientes contaminados pela Covid-19. De acordo com estudos realizados pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade de Juiz de Fora, a resposta auditiva durante estimulação musical ou por áudio, ativa a conectividade funcional de pacientes e pode despertar reações emocionais, trazendo melhoras significativas, mesmo nos casos mais graves.

Ouça um dos áudios:

“A presença do familiar é de extrema importância para a evolução positiva do quadro clínico, pois fortalece no paciente a sensação de acolhimento ao ouvir uma voz conhecida. Nesse momento de pandemia, por conta das restrições de visitas, isso poderia ser um dano. Então, trazemos a voz do familiar e de outros recursos para aproximar os nossos pacientes de quem eles amam”, destacou Emily Antunes, psicóloga clínica da Pró-Saúde, entidade filantrópica que gerencia o HMUE, sob contrato de gestão com o Governo do Pará.

E o benefício é duplo: a família em isolamento social também se beneficia. De acordo com Jucielem Farias, coordenadora do serviço Psicossocial, quem envia os áudios se sente mais próximo do familiar internado e encontra uma forma de demonstrar que ele não está sozinho no hospital. “Como as famílias não podem fazer visitas no isolamento, a forma de amenizar essa distância é proporcionar o envio de áudios. Assim, ambos não se sentem sozinhos”, completou. Para participar da iniciativa, profissionais do HMUE estão entrando em contato com os familiares dos pacientes internados solicitando as mensagens de áudio.

Por conta da pandemia, e prezando pela segurança dos colaboradores, pacientes e familiares, as visitas no HMUE estão suspensas. O hospital é referência para o atendimento de pacientes com o novo coronavírus, na Região Metropolitana de Belém, e possui 20 leitos de UTI exclusivos para o tratamento da doença.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.