Câncer é assunto de família em ações de conscientização do Hospital Metropolitano

O Grupo Laços de Amor, que apoia pacientes com câncer de mama, participou da programação do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) em alusão ao Outubro Rosa, nesta quinta-feira, 24. Além de informações sobre os cuidados com a doença, as integrantes trouxeram uma amostra da exposição itinerante ‘Cuidando do meu Cuidador’, composta de fotografias que retratam a relação entre pacientes e seus familiares mais próximos durante o tratamento.

Josiane Damasceno é paciente oncológica e uma das coordenadoras do grupo, que nasceu da necessidade de levar apoio e informação de qualidade para pessoas recém-diagnosticadas com câncer de mama. “Além de aspectos da saúde, também abordamos o combate às Fake News comuns sobre o assunto, como indicações de receitas caseiras”, explicou Josiane.

A proposta do grupo é também mostrar a vida pós-diagnóstico, e como aos poucos, o cotidiano de pacientes vai se ajustando. Além disso, anualmente elas lançam um calendário temático, com fotografias de membros do grupo, e uma exposição fotográfica. Este ano, o tema é ‘Cuidando do Meu Cuidador’, uma forma de homenagear uma pessoa importante para o tratamento, aquela que está acompanhando o paciente. “O cuidador pode se sentir impotente, pois não tem grupo de apoio para ele, ninguém os ouve. Recebemos uma troca muito importante deles”, contou Josiane.

Colaboradores, pacientes e acompanhantes do Hospital Metropolitano puderam conhecer melhor o projeto e obter informações sobre o diagnóstico precoce. De acordo com a supervisora de Humanização da unidade, Natália Failache, a ação é uma forma de alertar sobre a importância de discutir sobre a doença em família. “De uma maneira mais leve e descontraída, a experiência delas podem ajudar o nosso público no diagnóstico precoce”, afirmou Natália.

Neste ano, a Pró-Saúde, entidade que realiza a gestão do HMUE, lançou sua campanha sobre o tema com uma nova abordagem, unindo a temática feminina de combate ao câncer de mama, e a masculina, de combate ao câncer de próstata.

Com o slogan “Prevenção do câncer é um assunto de família”, o objetivo da entidade é alertar sobre a importância da discussão do tema no ambiente familiar, levando para seus mais de 1,1 milhão de pacientes atendidos todos os meses e 16 mil funcionários nas unidades que gerencia, informações sobre prevenção dessas doenças.

Programação
Durante toda a semana, o Hospital Metropolitano está com uma agenda de ações sobre o Outubro Rosa. Além de distribuição de fitas para todos os Colaboradores, na segunda, 21, ocorreu também a palestra com a mastologista Jamily Rocha, que atua na unidade. Ela conversou com as colaboradoras chamando atenção para os principais mitos que assombram o imaginário feminino sobre a doença.

A profissional esclareceu, por exemplo, que a detecção de cistos não indica a presença de neoplasias. “Mesmo descrevendo que o formato redondo, diferente do estrelado, não significa que a paciente está com câncer, o tema assusta e é necessário fazer outros exames, além da mamografia e da ultrassonografia, para tranquilizá-la”, explicou Jamily.

De acordo com a especialista, cistos geralmente são compostos por líquidos e tem maior mobilidade no corpo. Já os nódulos, por outro lado, são mais rígidos e densos. “As mulheres tendem a pensar que qualquer alteração nos seios já pode ser um sinal da doença, principalmente quando há dor. Porém, a dor pode ser desencadeada por alteração hormonal, movimentação e até mesmo o uso inadequado de sutiã”, continuou a palestrante.

Cristina Silva, do setor de Faturamento, elogiou a ação. “É uma orientação importante, necessária e que não podemos fugir. Hoje mesmo aprendi que os homens também precisam se prevenir, pois também estão propícios à doença. É um tema que temos de tratar todo tempo, não apenas em outubro”, analisou Cristina.

A incidência em homens foi um dos aspectos pontuados durante a palestra. De acordo com Jamily, eles precisam ser sensibilizados a também realizar o autoexame, assim como as mulheres, além de ficar atentos aos fatores de risco como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada além de predisposição genética.

Saúde – Para incentivar a adoção de hábitos saudáveis como a prática da atividade física, o Projeto Qualidade de Vida do HMUE realizará na próxima sexta, 25, um aulão de ritmos para colaboradores da unidade. A proposta, dentro do mês de conscientização da prevenção e combate ao câncer de mana, é que os participantes venham com trajes na cor rosa.

Sobre o HMUE

Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (PA), dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusiva para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, de diferentes municípios do Pará e também de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.