Jogos de Verão aliviaram estresse da internação em pacientes do Hospital Metropolitano

Na quinta-feira, 18 de julho, pacientes adultos e infantis do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, tiveram uma programação especial: os Jogos de Verão. Eles puderam sair das enfermarias e circular na área externa, além de praticar jogos de tabuleiro e de baixo impacto. O projeto é oferecido duas vezes por ano com o intuito de reduzir sintomas emocionais, promovendo interação e lazer para acelerar o processo de cura.

A internação abrupta, comum após acidentes graves, modifica a rotina das vítimas, tornando os hospitais ambientes pouco acolhedores. Dessa forma o trabalho da equipe psicossocial buscou combater essa situação, inclusive para que haja adesão aos tratamentos e condutas prescritas. Nesses casos, o fortalecimento do vínculo entre usuário, acompanhante e equipe multiprofissional é fundamental.

A equipe multiprofissional da Unidade auxiliou na locomoção dos atendidos, em maioria com traumatismos. A atividade, relativamente simples, teve um grande significado para pessoas como Antônio Carlos dos Santos, que há dois meses não sentia a brisa da manhã, desde que se envolveu em um acidente com motocicleta. “Quando vi o céu, passou tanta coisa na cabeça, pensei na minha vida, no acidente, na saudade de casa”, contou, emocionado.

Para Natália Failache, coordenadora de Humanização do HMUE, a ação também buscou resgatar essas experiências de vida que os pacientes tinham antes de vir para o hospital. “O objetivo é fazer com que eles interajam com outros pacientes e acompanhantes, saindo do ambiente de enfermaria para tomar um pouco de sol, vento, ter contato com jogos lúdicos. Isso faz parte do tratamento aqui. O impacto positivo é o retorno para a enfermaria com satisfação e corresponsabilidade pela sua recuperação”, explicou.

Houve uma triagem entre os pacientes que estavam em condições de saúde adequadas para participar dos jogos. A escolha das atividades também foi definida de forma a não oferecer riscos aos usuários, como as opções de tabuleiro (dominó, baralho e dama), além de brincadeiras lúdicas para as crianças (pipas, amarelinha, bola). O sorriso do paciente Jefferson Ferreira demonstrou os efeitos da iniciativa. “Achei muito bom, a gente precisa disso para melhorar. Hoje me diverti bastante com meus amigos, a gente se torna uma família porque está mais envolvido com eles também no dia a dia”, avaliou.

A mãe do pequeno Rafael Sarmento, de 7 anos, também concordou ao ver o filho voltar a empinar pipa depois de se machucar com a prática. “Até ontem ele dizia que não queria mais pipa, porque doía muito. É uma superação tanto para ele quanto para mim, pois eu não ia deixar ele brincar, depois do acidente quero protegê-lo mais ainda”, afirmou Josiele Sarmento.

A atividade contou com a participação de assistentes sociais, psicólogas, terapeutas ocupacionais, residentes e voluntários. Daniel Athaide, estudante de Farmácia, se tornou voluntário há um mês, e após passar por treinamento, veio atuar pela primeira vez. “Tenho como motivação ajudar sempre o próximo, contribuir com a melhoria, o bem estar de outra pessoa. Estou gostando bastante de trazer a criança da rotina hospitalar, quebrando essa dinâmica. Esse contato é muito bacana, será o primeiro de muitos”, concluiu.

Sobre o HMUE

Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (PA), dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusivo para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, dos diferentes municípios do Pará e também de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.