Ação do Hospital Metropolitano mostra danos físicos dos acidentes de trânsito

Condutores, motociclistas e pedestres foram surpreendidos, hoje, 19, na Rodovia BR-316, principal via de saída de Belém rumo a mais um fim de semana de férias escolares. Colaboradores e voluntários do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), concentraram-se em uma faixa caracterizados como feridos de acidentes de trânsito. A maquiagem realista utilizada buscou apontar as áreas do corpo humano mais atingidas nesse tipo de ocorrência.

A ação faz parte do “Projeto Direção Viva: você consciente, trânsito mais seguro”, promovido pelos hospitais públicos do Pará, administrados pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A dinâmica também está programada para a próxima sexta, 26, marcando o último fim de semana de julho.

De acordo com a coordenadora de Projetos Sociais do HMUE, Roberta Cardins, o objetivo era chamar a atenção. “Queremos alertar a população de que nas férias as pessoas têm de se divertir, mas de forma consciente para não transformar a alegria em tristeza. Não queremos que elas se tornem vítimas de acidentes que podem tirar a vida ou deixar sequelas irreversíveis”, explicou.

Os materiais utilizados para maquiagem foram trigo, cola, papel higiênico, água, pigmentos de maquiagem e fragmentos de plástico. De acordo com a enfermeira Natacha Cunha, o processo de caracterização se baseou nos casos que chegam ao Pronto Atendimento. “Mostramos os ferimentos que realmente ocorrem em mecanismo de trauma de acidente de trânsito, atingindo principalmente a face e membros superiores”, explicou.

Ao observar as pessoas ensanguentadas com escoriações e fraturas expostas era difícil imaginar que não era de verdade. “Deu uma agonia de ver, principalmente pelo sangue. Mas a ação é de suma importância, sobretudo nesse mês de férias, quando aumentam os acidentes. Meus tios já foram vítimas e ficaram internados no Hospital Metropolitano. Na minha família, aprendemos desde muito cedo que é preciso dirigir por nós e pelos outros, pois nunca estamos totalmente seguros”, contou o professor de Matemática, Edimilson Mendonça, que passava pelo local.

Na ação, o grupo entregou panfletos reforçando o uso de cinto de segurança, dispositivos de retenção (cadeirinha e similares) e capacete. Além disso, desencorajou a associação de direção e bebida alcoólica, uso de celular no volante e excesso de velocidade, principais fatores de acidentes apontados pela Organização Mundial de Saúde.

O HMUE chegou a atender quase 16 mil pessoas oriundas de 25 municípios paraenses, no ano passado. Mais de 4.100 dos casos (25% do total) foram em decorrência de complicações no trânsito, causadas por colisões de automóveis (40%); acidentes de moto (38%); atropelamento (17%); e acidentes com bicicletas (5%).

No primeiro semestre de 2019, as estatísticas pouco recuaram. Das mais de 7.700 pessoas atendidas até junho, quase 2 mil casos estiveram relacionados à insegurança no trânsito. Foram registradas 801 ocorrências de colisões de automóveis (41%); 692 acidentes com motocicletas (35%); 352 atropelamentos (18%); e 94 envolvendo bicicletas (5%). Ainda foram registrados 13 acidentes náuticos – frente à nenhuma ocorrência em 2018 – alertando que os cuidados com o trânsito não devem ser restritos às vias terrestres.

Sobre o HMUE

Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua (PA), dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusivo para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, dos diferentes municípios do Pará e também de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.