Hospital Metropolitano realiza mais de 560 mil atendimentos em 2018

Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados no Pará pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2018, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), continuou avançando no serviço à assistência em saúde no Estado e realizou durante o ano 563.429 atendimentos, entre cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, internações, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

A unidade dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusivo para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI. Na Urgência e Emergência foram 15.934 usuários atendidos, em 2018. Com uma média de 6.779 pacientes por dia, o HMUE recebeu pacientes da Região Metropolitana de Belém, dos diferentes municípios do Estado e até de fora dele.

A médica Janete Maria Moura, que reside e trabalha em São Paulo, em um Hospital Estadual que também é referência em queimados, em passagem por Belém sofreu um acidente marítimo com a explosão da lancha onde ela e os familiares estavam a bordo. Com 20% do corpo atingido por queimaduras de 2º para 3º grau, Janete foi atendida no HMUE e relatou que foi surpreendida pelo excelente pronto-atendimento multidisciplinar.

“Médicos especialistas, técnicos de enfermagem, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeuta ocupacional, assistente social, exames laboratoriais, radiográficos e medicamentos de primeira linha. Não poderia deixar de enfatizar que o Hospital Metropolitano é o melhor do Brasil”, afirmou a paciente.

A Unidade, gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), tornou-se também uma referência em bom atendimento e em práticas humanizadas para com seus pacientes, princípios que fizeram o HMUE conquistar 98,64% de satisfação dos usuários no ano de 2018.

O índice de satisfação da unidade é medido pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). Diariamente, as estratégias do SAU envolvem questionários, telefonemas ou e-mails. Além disso, há o contato direto com os usuários. No caso dos formulários, o índice só é enquadrado como satisfatório se a nota se estabelecer entre sete e dez.

Melhorias e boas práticas no intuito de salvar vidas

De acordo com o Diretor Hospitalar da Unidade, Itamar Monteiro, em 2018 foi possível consolidar as políticas de segurança do paciente, implantar protocolos assistenciais e desenvolver os processos visando maior assertividade no acolhimento aos usuários de forma humanizada e ágil.

“Reestruturamos nosso Pronto Atendimento, trazendo maior eficácia e organização para suporte de urgência e emergência, priorizamos a assistência aos pacientes com o perfil de atendimento do HMUE, ou seja, vítimas de traumas e queimaduras, e, dessa forma eliminamos a incidência de pacientes atendidos em corredores, oferecendo maior segurança em estrutura e assistência médico hospitalar”, destacou o gestor.

O Diretor destacou ainda a realização de reforma nas enfermarias, pensando no bem estar e ambientação adequada; a implantação dos serviços de medicina hospitalista e primary nurse, visando maior proximidade e agilidade na tomada de decisão; além da criação do Espaço de Acolhimento Transitório para familiares de pacientes internados em unidades de atendimento crítico e que não possuem referência familiar na cidade.

Os avanços e investimentos da Unidade renderam ao Hospital Metropolitano o reconhecimento da ONA (Organização Nacional de Acreditação), uma das principais entidades avaliadoras das instituições prestadoras de serviços de saúde no Brasil. Em 2018, o HMUE se tornou o 1º hospital público de trauma e queimados do Norte com certificação ONA 1 – Acreditado. O selo é conferido a instituições que atendem a critérios de segurança do paciente em toda a atividade hospitalar, englobando aspectos assistenciais e estruturais.

“A grande razão de existir do Hospital são os pacientes e usuários, portanto todas as melhorias são voltadas para efetivar as boas práticas médicas em salvar e restabelecer vidas”, ressaltou Itamar Monteiro.

Métodos assistenciais inéditos

Dois novos processos de trabalho assistencial implantados no Hospital Metropolitano, em 2018, têm ajudado a melhorar o atendimento prestado aos pacientes da Unidade. Trata-se da medicina hospitalista e do primary nurse, enfermeiro principal em tradução livre, que são duas iniciativas que estreitam os laços entre os profissionais de Medicina e Enfermagem com os usuários internados no HMUE.

Métodos de trabalho amplamente difundidos em hospitais norte-americanos, o Metropolitano é o primeiro Hospital na região Norte a oferecer este tipo de cuidado, em que as características estão inseridas no manejo centrado no paciente. Os processos trouxeram resultados positivos, como a aumento da rotatividade de leitos, a redução no número de incidentes e redução de custos.

Ao implantar a medicina hospitalista, o HMUE segue a tendência de concentrar nos profissionais da área de assistência aos pacientes cirúrgicos em uma modalidade denominada de co-manejo clínico-cirúrgico, no qual é feita uma anamnese mais detalhada, exames físicos aprofundados para conhecer a fundo o paciente e evitar intercorrências. Com este manejo é possível evitar complicações e fazer com que o paciente tenha uma assistência digna na sua integralidade.

O modelo assistencial de primary nurse tem um papel estratégico na organização dos trabalhos da equipe de enfermagem. A função do primary nurse é cuidar do plano de cuidado do paciente, olha-lo como um todo e traçar o plano que será executado em 24 horas. Traçado o plano, o enfermeiro principal repassa os apontamentos aos enfermeiros associados e técnicos de enfermagem que executam a programação. Com a novidade, os enfermeiros passam a ter tarefas específicas e os usuários passam a saber a quem se dirigir, com quem conversar e tirar eventuais dúvidas sobre seu plano terapêutico.

Responsável pela implantação dos projetos na unidade, a médica do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), Nelma Machado, explicou que o aumento do giro de leitos constatado com a aplicação dos dois métodos de trabalho permite que a unidade receba mais pacientes. “Quanto menos um paciente fica em um leito, mais pacientes poderão utilizar aquele leito, fazendo com que o hospital sirva ainda mais à sociedade”, contou.

Espaço de acolhimento transitório

No ano de 2018, o Hospital Metropolitano inaugurou ainda um espaço de acolhimento transitório para atender acompanhantes ou familiares de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI), Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) e Sala Amarela, que é uma área que necessita de cuidados especiais para usuários em estado crítico. O objetivo é proporcionar toda a assistência necessária para aqueles que são de cidades do interior do Pará ou outro Estado, e possam ter mais conforto para o descanso físico e emocional.

O espaço de acolhimento do Hospital comporta até 12 pessoas. A estrutura conta com uma recepção, quartos femininos e masculinos com beliche e redes, disponibilidade de enxovais para as camas, banheiros com chuveiros e armários de parede para guarda de pertences.

Suelaine Galvão Brito, 39 anos, que acompanha a irmã hospitalizada com queimaduras de terceiro grau no corpo após acidente doméstico ocorrido na cidade de Araguaína, Estado do Tocantins, foi uma das primeiras a utilizar o ambiente. A acompanhante diz que, após os médicos de Araguaína terem dito que sua irmã não teria mais chances de sobrevivência, ela iniciou uma longa luta para transferência até conseguir chegar no HMUE.

“Aqui minha irmã foi recebida da melhor forma possível e logo começou a apresentar melhoras, nunca imaginei que fosse ter toda essa atenção da equipe assistencial do Metropolitano, só tenho a agradecer”, declarou.

Sobre a Pró-Saúde   

A Pró-Saúde é uma das maiores entidades de gestão de serviços de saúde e administração hospitalar do País. Fundada em 1967, como Associação Monlevade de Serviços Sociais, em João Monlevade (MG), a Pró-Saúde é uma entidade filantrópica sem fins lucrativos. Tem sob sua responsabilidade 2.500 leitos e o trabalho de cerca de 16 mil profissionais, sendo 2,9 mil médicos, além de reunir um dos maiores quadros de administradores hospitalares do Brasil, contribuindo para a humanização do atendimento hospitalar, em especial do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com excelência técnica e credibilidade nacional, é uma entidade qualificada como Organização Social de Saúde (OSS) que oferece uma gama de serviços em benefício da vida. A atuação na área de administração hospitalar tornou a entidade amplamente reconhecida no setor, permitindo que a Pró-Saúde ofereça a mesma qualidade em assessoria e consultoria, planejamento estratégico, capacitação profissional, diagnósticos hospitalares e de saúde pública, gestão de serviços de ensino e muitos outros. A entidade faz a gestão de quatro Centros de Educação Infantil, em São Paulo, cidade em que também fica localizada a sua Sede Administrativa.